Com chuvas, JP está infestada de caramujos; saiba como evitar doenças

Caramujo africano
O caramujo africano, espécie de molusco introduzida ilegalmente no Brasil nos anos 1980, como tentativa de fazer concorrência ao escargot francês no setor alimentício, acabou se transformando em uma peste e já é encontrado em 23 estados brasileiros. Em João Pessoa, dentre os locais de grande infestação, destaca-se a praia do Cabo Branco, na Zona Leste da cidade.

Segundo o técnico de vigilância em Saúde do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, Fabrício de Sousa, o animal oferece risco à saúde das pessoas.

“Por ele estar em um ambiente aberto, se alimentando de tudo, ele pode se contaminar com alguma alimentação como dejetos, fezes, animais em decomposição e, se você ingerir esse animal ou se estiver manuseando e levar a mão à boca, se ele estiver contaminado, você pode contrair algum tipo de doença”, disse Fabrício.

O técnico afirmou que, para pegar os animais é preciso proteger as mãos com luvas ou sacolas plásticas e colocá-los em um balde com um pouco de água e sabão em pó. Dessa forma, em cerca de 15 a 20 minutos, eles morrerão afogados, já que o sabão impedirá que subam pelas laterais do recipiente. Após a tarefa, a água utilizada deverá ser descartada em qualquer ralo, sem contato com as pessoas.

Os caramujos mortos devem ser colocados em uma sacola plástica (de preferência em duas) e direcionados ao caminhão do lixo. Os animais não devem ser colocados no caminhão ainda vivos, pois podem cair em algum local onde ainda não exista foco do caramujo, podendo causar uma nova infestação.

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