Maternidade Frei Damião disponibiliza banho de ofurô para recém-nascidos


O banho de ofurô é uma técnica holandesa desenvolvida em 1997, por obstetras e enfermeiras em maternidades, para transmitir aos bebês as mesmas sensações no útero da mãe.

Como forma de humanizar a assistência aos bebês, especialmente prematuros de baixo peso, que necessitam de internação hospitalar, a Maternidade Frei Damião disponibiliza a técnica, em sua UTI Neonatal. A maternidade integra a rede estadual de saúde.

A estudante Jéssica Kelly de França Carneiro, de 20 anos, deu à luz a primeira filha, Ana Vitória, com apenas 26 semanas de gestação. Por causa de uma infecção urinária, a criança nasceu prematura, em 26 de maio deste ano, e deu entrada na UTI Neonatal da maternidade com 720g. Hoje, 52 dias depois, ela está com 1.095 kg e, para a mamãe, que acompanhou o primeiro banho da filha, o procedimento trouxe mais segurança e bem estar para ela e sua bebê.

“A técnica torna mais suave a rotina em hospital, já que por causa dos procedimentos e medicamentos, o bebê fica um pouco estressado. Mas presenciar minha filha tranquila após o banho me deixa muito feliz e confiante na equipe que está cuidando dela. Senti que ela ficou mais relaxada e calma após o procedimento, além da respiração que também melhorou”, destacou a jovem emocionada.

A diretora-geral da Maternidade Frei Damião, Ana Márcia Fernandes, diz que o banho de ofurô proporciona aos bebês conforto e bem estar, especialmente aos prematuros, internos na unidade de saúde.

Segundo a médica pediatra Fernanda Vieira, o banho possibilita, além de qualidade de vida para o bebê e a mãe, um maior vínculo entre mãe filho, e dela com a equipe assistencial.

De acordo com a técnica de enfermagem Suênia Tatiara Evaristo de Almeida, o método propicia ao recém-nascido a sensação de relaxamento, e funciona também como analgésico e organizador, imitando o ambiente intra-uterino. Isso elimina os estados de agitação, insônia e cólica nos bebês.

“O banho de ofurô tem propriedade terapêutica, portanto faz com que o bebê lembre o ambiente no útero da mãe, ocasionando o relaxamento e provocando muitas vezes o sono do recém-nascido durante o procedimento, além de auxiliar no combate a gases, cólicas, insônia, constipação e melhorando a frequência respiratória”, descreveu Suênia Almeida. 

A profissional de saúde ainda ressaltou que o método é disponibilizado para os bebês internos que apresentam quadro de saúde estável, independente de estar ou não entubado.

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