Mulher é achada morta em calçada após fugir de hospital da Zona Sul de João Pessoa, diz família

Mulher foi encontrada por familiares e funcionários do hospital em Mangabeira
Uma aposentada de 62 anos foi encontrada morta na calçada de uma casa a cerca de 250 metros do Hospital de Ortotrauma, em Mangabeira, zona sul de João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (26). Segundo os familiares, ela teria fugido da unidade onde estava internada desde a manhã de segunda-feira (24).

Segundo o genro de Maria das Neves Alves da Silva, Igor Magalhães, ela passou mal na madrugada entre domingo (23) e segunda-feira, quando a família decidiu levá-la ao hospital, conhecido como Trauminha, onde foi diagnosticada uma apendicite. Ele conta que a mulher foi encaminhada para passar por cirurgia, que chegou a ser marcada para acontecer na terça-feira (25), mas foi adiada pela equipe médica. Ela permaneceu internada na área vermelha da unidade recebendo medicação.

Na manhã desta quarta-feira, a família recebeu uma ligação do hospital informando que a mulher tinha fugido da unidade. “A gente ficou nervoso, procurando nos arredores com a ajuda de moradores e já encontramos ela desse jeito”, explica o genro. Segundo ele, a unidade de saúde informou que antes de fugir, a mulher tinha tido um ‘surto’ e quebrado vários objetos.

Pela direção que a idosa tomou ao sair do hospital, é possível que ela estivesse tentando voltar para casa, que também fica no bairro de Mangabeira, a cerca de 700 metros do hospital.

A direção do hospital informou que Maria José apresentou uma oscilação da pressão arterial que fez com que a equipe médica decidisse mantê-la na área vermelha da unidade para que ela fosse melhor monitorada. A direção também informou que já abriu sindicância para investigar os fatos e punir os responsáveis e esclareceu que a segurança do local é feita pela Guarda Municipal.

O secretário de saúde do município, Adalberto Fulgêncio, ainda não é possível dizer que a morte está relacionada com o diagnóstico feito no hospital, mas que ela estava lúcida ao sair do local. "Independente de qualquer coisa, nós vamos apurar para verificar a razão dessa evasão a contragosto da equipe. Vamos analisar o prontuário, todos os exames, e inclusive a família pode ter acesso a esses documentos", disse. 

Para o marido da vítima, José Firmino da Silva, a investigação é necessária, apesar de não ter como salvar a esposa. "Não tem mais jeito, é só pra ver o que a gente faz pra que tenham mais cuidado nas coisas, pra não perder outro ente querido da pessoa", lamenta.

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